Selma Inocência foi ao Kruger para gravar PANORAMA

A viagem de carro até um dos maiores parques da África do Sul foi definida como foco de abordagem do episódio dois do programa PANORAMA, que expõe os impactos das mudanças climáticas para as áreas de conservação. África, com mais de 200 parques nacionais e incontáveis reservas, poderá sofrer a perda dos seus animais e, consequentemente, a redução de receitas de turismo de safari.

O Kruger National Park, como muitos outros pontos turísticos, foi afectado pelo impacto negativo das restrições impostas pelos estados e governos para controlar a propagação da COVID-19. O Kruger começa a receber turistas e visitantes, mas nada comparado à era anterior à pandemia.

Antílope atravessa a estrada no Kruger National Park

São 35.000 km² que liga algumas das melhores e mais estabelecidas áreas de vida selvagem na África do Sul: o Parque Nacional Kruger da África do Sul, o Parque Nacional do Limpopo de Moçambique e o Parque Nacional Gonarezhou do Zimbábue. Esta vasta área de conservação está sendo administrada como uma unidade integrada através das três fronteiras internacionais. Fundado em parte em 1898, o parque em 1926 foi nomeado em homenagem a Paul Kruger, ex-presidente da República da África do Sul (o Transvaal) e construtor da nação Afrikaner.

O Parque Nacional Kruger tem mais espécies de mamíferos de grande porte do que qualquer outro parque da África. Além dos famosos Big 5: elefante, leão, rinoceronte, leopardo e búfalo – há uma riqueza de espécies de antílopes, javalis, avestruzes, zebras e muitos animais menores.

Elefante se alimentando no Kruger National Park

Os elefantes têm cerca de 150.000 músculos seu tronco. Precisam de até 150 kg de comida por dia – cerca de 375 latas de feijão cozido, embora metade disso possa deixar o corpo não digerido. Eles comem tanto que podem passar até três quartos do dia comendo. Cerca de 90% dos elefantes africanos foram exterminados no século passado – em grande parte devido ao comércio de marfim – deixando cerca de 415.000 elefantes selvagens vivos hoje.

Até dois terços das espécies animais no Parque Nacional Kruger podem se extinguir se as temperaturas globais aumentarem no ritmo atual, diz uma nota do Parque e se referiu que os danos a um dos destinos turísticos mais populares do país seriam devastadores. Para evitar os piores impactos das mudanças climáticas, todos os países precisam assumir sua justa parcela de responsabilidade para limitar o aumento da temperatura global a menos de dois graus Celsius.

No Parque Nacional Kruger, um aumento de temperatura entre 2,5 graus Celsius e três graus Celsius pode levar à extinção de 24% a 59% dos mamíferos, 28% a 40% dos pássaros e de 13% a 70% das borboletas. Em termos de outros invertebrados, 18% a 80% deles podem ser perdidos, assim como entre 21% e 45% dos répteis. A perda de até 66 por cento de todas as espécies animais pode tornar-se realidade se nada for feito, referiu uma nota do governo sul-africano em 2021.

Selma Inocência está associada à BAOBAB PLAY.

Fonte: BAOBAB PLAY

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